O Papel do Pai na Gravidez


04/11/2024

O envolvimento do pai, desde a gestação até o pós-parto, contribui para o bem-estar da mãe e para um ambiente familiar acolhedor e equilibrado.

No período que antecede o nascimento de um filho, a gravidez é um momento em que os espaços e as funções dos futuros pais são redesenhados. Tornar-se pais para um casal significa enfrentar um período de crescimento e de grandes mudanças.
Numa visão tradicional, o papel do pai consistia principalmente em sustentar os filhos e educá-los depois de crescidos, sendo a figura paterna sentida como um elemento de distanciamento durante o período de gravidez. Esta “distância” é reforçada não só no modelo social, mas sobretudo através de mudanças físicas. Se nas mulheres elas se manifestam através da criação de um “espaço” para a criança no corpo e na mente da mãe, para os homens a perceção e a consciência da paternidade só surgem com o nascimento da criança.

Sentir-se pai

Como já foi sublinhado por muitos, a atribuição de funções e responsabilidades (ser pai) deve ser acompanhada de uma dimensão emocional da paternidade (sentir-se pai). O reconhecimento do papel paterno deve, portanto, começar logo na gestação. Enquanto a futura mãe estará concentrada em lidar com os aspetos mais físicos deste período tão especial, o seu parceiro pode apoiá-la lendo e informando-se. Ele sentir-se-á mais envolvido na gravidez e poderá tranquilizá-la em relação a doenças e sintomas mais ligeiros, como dores nas costas ou cãibras nas pernas.

Curso Preparação para o Parto e Nascimento

Outro momento de apoio à mãe é o Curso Preparação para o Parto e Nascimento.

Falar em conjunto e abertamente sobre a gravidez é um apoio psicológico importante e uma oportunidade preciosa de diálogo, que também é essencial depois do nascimento do bebé. Conhecer o desenrolar da gestação permitirá ao pai compreender as exigências físicas e emocionais que terá de enfrentar. Este conhecimento ajudá-lo-á também a compreender melhor os momentos de fragilidade da futura mãe, como as alterações de humor e de apetite.

Assistir ou não ao parto?

Optar por assistir (ou não) ao parto é uma escolha pessoal ligada à sensibilidade de cada um, mas pode dar ao parceiro maior segurança e apoio emocional num momento particularmente delicado. Isto ajudará a tornar os pais mais envolvidos e conscientes numa altura em que uma nova família está prestes a ser criada.

Como pode apoiar a sua companheira e ajudá-la durante o parto?

De muitas maneiras: simplesmente fazendo-lhe companhia durante as primeiras fases do trabalho de parto ou acompanhando-a em técnicas de relaxamento, apoiando as suas escolhas em momentos delicados, como a epidural. Mas, acima de tudo, fazendo-a sentir-se aceite e compreendida, mesmo nesses momentos delicados, em que o seu próprio instinto pode assumir o controlo.

Depois do parto

A comunicação e o apoio são também absolutamente essenciais nos primeiros dias após o parto. O novo pai terá de compreender a queda de humor que ocorre fisiologicamente no período pós-natal e que muitas novas mães enfrentam na primeira semana. Será necessário todo o apoio físico e emocional que o pai também pode dar em várias tarefas, como mudar fraldas e ajudar a mãe na alimentação.


A participação emocional do homem na gravidez lança assim as bases para a construção do futuro papel parental e do núcleo mãe-pai-filho, capaz de acolher as necessidades reais da criança que está a chegar e de lhe permitir crescer e desenvolver-se de forma equilibrada.

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