Prevenção masculina e o cancro da próstata


06/01/2025

O cancro da próstata é o tipo de cancro mais frequente entre os homens e está associado ao envelhecimento. Estima-se que, anualmente, são diagnosticados entre 5000 a 6000 casos de cancro da próstata.

O que é o cancro da próstata?

O cancro da próstata tem origem nas células de uma glândula, a próstata, que começam a crescer de forma descontrolada. Esta glândula é muito sensível à ação das hormonas, nomeadamente das hormonas masculinas, como a testosterona, que influenciam o seu crescimento.

Quais são os principais fatores de risco do cancro da próstata?

Um dos principais fatores de risco do cancro da próstata é a idade. As probabilidades de contrair a doença são reduzidas antes dos 40 anos. Todavia aumentam significativamente após os 50 anos e, cerca de dois em cada três cancros são diagnosticados em pessoas com mais de 60 anos.

Outro fator de risco é a familiaridade: a probabilidade de adoecer é duas vezes maior para quem tem um familiar de sangue (pai, irmão, etc.) do que para quem não tem nenhum caso na família.

Não menos importante são os fatores de risco relacionados com o estilo de vida. A saber que uma alimentação rica em gorduras saturadas, a obesidade, a falta de exercício físico são apenas algumas das caraterísticas e hábitos pouco saudáveis, cada vez mais comuns no mundo ocidental, que podem favorecer o desenvolvimento e o crescimento do cancro da próstata.

Como prevenir o cancro da próstata?

Não existe uma prevenção primária específica para o cancro da próstata. No entanto, existem algumas regras comportamentais úteis que podem ser facilmente seguidas no dia a dia: aumentar o consumo de fruta, legumes e cereais integrais e reduzir o consumo de carne vermelha, especialmente se for gorda ou demasiado cozinhada, e de alimentos ricos em gorduras saturadas.

 

É uma boa regra manter o peso dentro dos limites normais. Além disso, manter-se em forma através da prática de atividade física: meia hora por dia é suficiente, mesmo que seja apenas uma caminhada rápida.

A prevenção secundária consiste em consultar um médico especialista em Urologia e, se necessário, efetuar um exame urológico anual com um PSA, isto é, antigénio específico da próstata, sobretudo se tiver antecedentes familiares da doença ou se tiver desconforto urinário.

Identificar e tratar o cancro da próstata

Ao avaliar o estado da próstata, o médico decide proceder ao teste de PSA e só depois decide se deve realizar um exame rectal. Este exame permite identificar ao toque a presença de eventuais nódulos na próstata. O único exame que permite identificar com certeza o cancro da próstata é a biopsia da própria próstata. Este exame é efetuado sob anestesia local, em regime de ambulatório ou de consulta externa, e demora apenas alguns minutos.

 

Os tumores da próstata são tratados com cirurgia ou radioterapia (terapia ativa), ambas muito eficazes. Atualmente, para os doentes com doença de baixo risco, existem opções terapêuticas que permitem adiar o tratamento até que a doença se torne “clinicamente significativa”, realizando inicialmente apenas controlos frequentes com PSA, exploração rectal e biópsia de repetição ao fim de um ano, que permitem acompanhar a evolução da doença e verificar eventuais alterações que mereçam intervenção.

Como é classificado o cancro da próstata?

O cancro da próstata é classificado de acordo com o grau, que indica a sua agressividade, e com o estádio, que indica a sua disseminação. O grau de Gleason, um número entre 1 e 5, indica a semelhança ou diferença entre o aspeto das glândulas tumorais e o das glândulas normais. Quanto mais semelhantes forem, mais baixo é o grau de Gleason. Para definir o grau de Gleason, somam-se a primeira e a segunda pontuações mais comuns atribuídas às amostras de biopsia. Se, por exemplo, a maioria das amostras tiver uma pontuação de 3, seguida (pelo número de amostras) pelas que têm uma pontuação de 4, o grau de Gleason será 7 (3 + 4). Os tumores com um grau de Gleason inferior ou igual a 6 são considerados de baixo risco, os com 7 de grau intermédio e os entre 8 e 10 de alto risco.

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