Porque temos mais fome no Inverno ? | Affidea Portugal

July 26, 2019

Porque temos mais fome no Inverno ?

Com a descida da temperatura surgem também as ideias pré-concebidas da chegada (quase obrigatória) de uns quilos extra: ter mais apetite, praticar menos exercício físico e corpos escondidos pelas roupa são, muitas vezes, a justificação para comer mais!

Com a descida da temperatura surgem também as ideias pré-concebidas da chegada (quase obrigatória) de uns quilos extra: ter mais apetite, praticar menos exercício físico e corpos escondidos pelas roupa são, muitas vezes, a justificação para  comer mais!

Mas porque sentimos mais fome no Inverno?  A explicação é muito simples.

Nos dias mais frios, o nosso organismo está sujeito a grandes alterações fisiológicas. De forma a manter a temperatura corporal estável e ainda garantir o correto funcionamento do organismo, verifica-se um aumento do gasto energético diário, combinado com o aumento das necessidades energéticas.

Este mecanismo de manutenção da temperatura corporal perante oscilações térmicas externas designa-se de termorregulação
A chegada do frio e a transformação dos dias de sol em dias cinzentos, desponta uma maior tendência para ficarmos em casa, reduzirmos a atividade física e aumentarmos a ingestão calórica. O maior consumo, aliado ao menor gasto, gera maior reserva energética – expressada na balança em quilos.

Quando comemos, produzimos calor para a transformação e a digestão dos alimentos, que se traduz numa sensação de conforto. Contudo, as escolhas alimentares tendem a ser de elevada densidade energética, ricas em gorduras e açúcares refinados.

Além da sobrecarga energética verifica-se um maior consumo de toxinas, pelo consumo de alimentos processados e industrializados, repletos de gorduras  trans, açúcares, e que contêm conservantes e aditivos. O que por sua vez leva a uma maior sobrecarga hepática e acumulação de toxinas no tecido adiposo, responsável pelas sensações de inchaço, falta de energia, compulsão alimentar e diminuição do metabolismo basal.

Para responder a este aumento das necessidades energéticas de forma benéfica ao organismo, é importante manter ou aumentar o consumo de alimentos antioxidantes e desintoxicantes, como  frutas e legumes, muitas vezes colocados de parte no Inverno.

Para uma alimentação saudável e equilibrada,  nos dias mais frios, é importante manter a hidratação, sob a forma de água, chás ou infusões sem açúcar; aumentar a ingestão de verduras (sopa, legumes salteados, cozidos a vapor, etc., em substituição da salada) e frutas; preferir cereais integrais, uma vez que prolongam a sensação de saciedade pela sua riqueza em fibra; ingerir proteínas magras e manter a prática regular de actividade física.

 

Fontes:

Claudia Ridel Juzwiak, V. C. (2000). Nutrição e atividade física. Jornal de Pediatria, 76, S349.

Kelly JT, P. S. (2017). Healthy Dietary Patterns and Risk of Mortality and ESRD in CKD: A Meta-Analysis of Cohort Studies. Clinical journal of the American Society of Nephrology: CJASN, 12(2), 272-279.

Kristel Diepvens, K. R.-P. (Janeiro de 2007). Obesity and thermogenesis related to the consumption of caffeine, ephedrine, capsaicin, and green tea. American Journal of physiology. Regulatory, integrative and comparative physiology., R77-85.

Rees K, H. L. (Agosto de 2013). ‘Mediterranean’ dietary pattern for the primary prevention of cardiovascular disease. The Cochrane database of systematic reviews, 12(8), CD009825.