Alimentação na Gravidez
Durante a gravidez, as mulheres deverão ter uma especial atenção à sua alimentação.
Cuidados a ter na Alimentação na Gravidez
Seguir uma dieta equilibrada é o segredo para preservar o bem-estar e o equilíbrio físico. E se, em condições normais, isto é válido, então durante o período de gestação merece toda a atenção, pela importância que ganha.
Uma alimentação equilibrada assegura à mãe não apenas a energia e os nutrientes de que precisa para se manter saudável, mas também os nutrientes necessários para que ocorra um adequado crescimento e desenvolvimento do feto durante a gestação e, também, na amamentação.
No primeiro trimestre, as necessidades energéticas da grávida mantêm-se idênticas às necessidades de uma mulher não grávida, abolindo por completo o velho cliché de que na gravidez é necessário “comer por dois”.
Por outro lado, em relação aos micronutrientes aumentam as necessidades em ácido fólico e ferro, na maior parte das vezes, repostos sob a forma de suplementação mineral.
As recomendações nutricionais e alimentares devem, por isso, adaptar-se a cada mulher, garantindo o aporte de nutrientes e energia adequada em cada uma das fases da gravidez.
As escolhas alimentares devem ser mais saudáveis, equilibradas e completas, sendo muito importante diversificar os alimentos:
quanto mais variada for a escolha dos alimentos, maior a probabilidade da gestante conseguir ingerir os nutrientes necessários.

O que comer durante a gravidez
Existem algumas medidas práticas que facilitam o controlo de peso e previnem o aparecimento de doenças como a diabetes e hipertensão:
– A alimentação deve ser fracionada em cerca de seis refeições diárias. Deve evitar ficar mais do que três horas e meia sem comer (períodos de jejum prolongado provocam oscilações na concentração do açúcar no sangue);
– Preferir os cereais integrais. Para além de fornecerem maior quantidade de fibras, que ajudam no trânsito intestinal, são ricos em ácido fólico e são hidratos de carbono complexos, essenciais para o fornecimento de energia para o nosso organismo;
– Incluir frutas e vegetais (em grande parte através da sopa) na alimentação, pela sua riqueza em fibra, vitaminas e sais minerais. A fruta é também fonte de frutose (açúcar), pelo que a sua ingestão deve ser limitada entre duas a três peças por dia;
– Ingerir alimentos proteicos como carne, peixe, ovos, feijão e outras leguminosas, frutos secos e produtos lácteos pasteurizados (leite, iogurte e queijo). Preferir proteínas saudáveis (associadas ao peixe), e com menor teor de gorduras saturadas (como o frango e o peru);
– Limitar o consumo de alimentos ricos em gorduras saturadas, como fritos, gorduras de carnes, manteigas, margarinas e os doces.
– Garantir uma boa hidratação. Um dos problemas que afeta grande parte das grávidas é a obstipação e uma boa hidratação ajuda a regular o trânsito intestinal. É fundamental beber entre 2 a 3 litros de água, por dia, entre refeições, e evitar refrigerantes, bebidas com cafeína (alguns chás e café) e bebidas alcoólicas.
Que alimentos evitar na gravidez
Como na gravidez se verifica uma maior vulnerabilidade do sistema imunitário, existe uma maior probabilidade para as patologias de ordem alimentar (toxinfeções), pelo que é fundamental que durante os nove meses se modifiquem alguns hábitos alimentares.
Perante esta situação, devem-se evitar alimentos como o leite e queijo não pasteurizado, patés, refeições pré-preparadas mal cozidas (risco de listeriose), os ovos crus ou mal cozidos, a maionese, a carne/ peixe/ marisco crus ou mal cozinhados (risco de salmonela).
Se a mulher não for imune à toxoplasmose, deve ter especial cuidado de higiene das mãos, utensílios de cozinha depois de manusear carnes cruas, não deve consumir hortícolas cruas nem fruta crua, a não ser que seja possível retirar a casca.
É importante lembrar que a intervenção nutricional e alimentar antes da gravidez é essencial pois influencia a ovulação e a fertilidade, o desenvolvimento fetal e o sucesso da gravidez e do aleitamento também.
É conveniente que a gravidez seja planeada, que a mulher adquira uma alimentação saudável e um estilo de vida ativo antes de engravidar. Estes cuidados irão proporcionar bons níveis de saúde para a mãe e para o filho, reduzindo ainda o risco de complicações durante o período de gestação.
Fonte: Direção-Geral da Saúde, Programa Nacional para a Promoção da Alimentação Saudável Alimentação e Nutrição na gravidez. 2015, Direção-Geral da Saúde: Lisboa
